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SEO para e-commerce: o que não pode faltar

O objetivo de qualquer e-commerce é a conversão do visitante em comprador. Criar anúncios no Adwords pode fazer muito por sua empresa, assim como patrocínio e conteúdo em mídias sociais, porém, nada pode ser mais poderoso do que aparecer na busca orgânica, quando o usuário procura diretamente pelos produtos e está em busca de ofertas e comparações.

Segundo pesquisa do Serasa Experian (Hitwise), cerca de 35% do tráfego do e-commerce brasileiro vem dos buscadores. Pesquisa de junho de 2013 indica que a participação de search na conversão total é de 33%.

A importância da busca orgânica é inegável. Então como aparecer para seus clientes?

O segredo é utilizar práticas que tornam o seu site mais amigável e por isso mais facilmente indexado pelo Google e os outros buscadores. No entanto, é preciso ter em mente que as melhores mudanças realizadas em um site agradam ao cliente e por consequência, o algoritmo dos buscadores.

Primeiro, algumas dicas básicas.

 – E se você olhasse para o seu site como se fosse seu cliente?

Design. Esse passo já o fará listar algumas melhorias para visualização, navegabilidade e conversão do site. Quanto mais rápido o cliente puder chegar ao produto e realizar a compra, melhor. Claro que as opções de produtos, preços, etc. oferecidas e outros detalhes contam, assim como informações sobre os produtos, comparações, opiniões de usuários, etc, que vão ajudar também a rankear o seu site, como veremos em outras dicas abaixo.

Aqui vale a frase “não me faça pensar”.

Se os clientes tem uma boa navegabilidade, os buscadores dão ponto para você.

– Use as ferramentas do Google no máximo de seu potencial

Isso inclui Google Analytics e e Webmaster Tools, ferramentas que deveriam ser usadas por todos os sites. Se o seu ainda não tem, instale agora. A ferramenta traz uma grande quantidade de informações sobre o site para medir os resultados, de onde vem os visitantes, etc. Conhecer o próprio site é a chave para melhorar os resultados.

 – Descrição do produto

Conteúdo original e relevante é de grande valor para rankeamento no Google e os melhores textos que um e-commerce pode oferecer são sobre seus produtos.

Mas um e-commerce trabalha com dezenas ou centenas de produtos e o Google sabe disso. O Google também sabe que muitas lojas vendem produtos iguais, com descrições muito parecidas ou totalmente iguais, fornecidas pelos fabricantes.

Em geral, conteúdos repetidos são vistos por profissionais da área como duplicados, ou seja, os sites serão “rebaixados” pelo Google na busca orgânica, que prioriza o texto original. Por isso é comum SEOs recomendarem que se faça conteúdo original. Conteúdo inédito é sempre positivo e bem visto não só para Google, mas para o usuário, que possui um leque de informações mais preciso ajudando no processo de compra e possivelmente maior conversão. Mas no caso de e-commerce, descrições de produtos repetidas podem não ser sempre ruins.

É o que diz o analista do Google John Mueller, em um Hangout Google Webmaster. Segundo ele, se é possível reconhecer pela busca do usuário o que ele está procurando, o resultado pode ter variações. Mueller dá o exemplo de um livro, que é descrito em grandes e-commerces e pequenas lojas virtuais da mesma forma. Se o usuário busca pelo livro, o Google tentará reconhecer o que o usuário deseja, ou seja, se o usuário quer encontrar um local que faça a venda próximo da casa dele, vai encontrar primeiro no resultado a loja local, porém, se o usuário não estiver procurando por conteúdo local, poderá encontrar nos primeiros resultados mais facilmente a grande loja. Nas palavras do especialista “Portanto, não é algo em que diria que se você escreveu esta descrição do produto o seu site vai ter sempre a melhor classificação para consultas para a descrição do produto, mas vamos tentar mostrar ao usuários a versão apropriada que corresponde ao que nós pensamos que ele está procurando”.

Ou seja, também depende da busca e do perfil do usuário.

Mesmo assim, conteúdo original continua sendo o melhor para o cliente e pode ser bom para o Google também.

Dependendo do tamanho do e-commerce, da quantidade de produtos e da administração do site, fica impossível fazer a descrição de cada produto. O jeito é estabelecer duas frentes: uma é a descrição detalhada das categorias, com links para produtos específicos e marcas, o que já traz uma linkagem interna positiva (fator muito importante) e sem forçar a barra.

A outra é fazer a descrição dos produtos estabelecendo as prioridades. Isso significa começar pelos produtos mais vendidos, ou com maior volume de busca e menos complexos de se realizar a descrição. Daí partindo para os produtos que tem mais volume de busca e são mais complexos.

É possível que alguns produtos nunca estejam na sua lista de prioridades, mas tudo bem, porque muito provavelmente são os produtos menos buscados, que vendem menos e são mais complexos de serem descritos de forma qualitativa.

 – Imagens de qualidade e nomeadas

Imagem também rankeia e em e-commerce é fundamental para mostrar o produto e gerar conversão. Renomeie as imagens para que incluam as palavras-chave.

 – Ter um blog do e-commerce

Conteúdo novamente, capaz de rankear e gerar links para o site, com posts informativos para os usuários, como lançamentos de produtos, novas coleções, promoções, dicas para solução de problemas, novidades do setor e uma infinidade de outras possibilidades de pautas.

– Permita análises/reviews de clientes

Permitir os usuários fazerem resenhas parece ser algo como dar muito poder aos usuários, mas você pode ver isso como terceirizar, sem custo, uma parte do conteúdo muito trabalhosa, a análise de produto por produto, com especificações e comparações.

Você abre pode se surpreender com a necessidade dos consumidores de falar, produzindo bons resultados no sentido de ajudar outros compradores a decidir, além do conteúdo exclusivo.

Se o site estiver fraco nesse sentido considere oferecer um pequeno prêmio para quem se dispuser a fazer avaliações que quando aprovadas garantem o prêmio, ou então estrelas para os que mais comentarem, etc. Um e-mail para o comprador poucas semanas depois da compra pedindo uma avaliação pode ser uma boa oportunidade para um pós-venda não inconveniente.

Para quem se perguntou o que pode acontecer com análises negativas, o fato é que a menos que sejam pura trollagem dos usuários, análises negativas são boas comparações para o consumidor e por isso podem causar uma conversão maior para outro produto.

 Acompanhe no próximo post dicas mais avançadas.