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O Guia do Google depois do 100% not provided e Hummingbird

“Not provided” são as métricas que não fornecidas pelo Google sobre quais palavras foram digitadas na busca para que o usuário chegasse até o seu site. Muitas das técnicas para aumento de acesso a um site se basearam – até recentemente – em investigar através de quais palavras-chave os usuários chegariam no site e aumentar o número de artigos contendo essas palavras. Além disso, essas métricas eram usadas por empresas de marketing digital para analisar o comportamento do usuário dentro do site, como por exemplo, qual palavra-chave é responsável por mais conversões.

Em outubro de 2011, alegando a intenção de dar mais privacidade ao usuário, o Google passou a direcionar usuários logados para a busca segura, com HTTPS, bloqueando os dados de palavras-chave , tornando impossível descobrir quais palavras-chave foram usadas na busca orgânica para chegar até o site.

Na época, a quantidade de resultados “not provided” passou a afetar apenas 10% do tráfego, mas o Google anunciou que a mudança iria aumentar.

Na última semana os resultados passaram a ser afetados em 60% e até o final do ano deve chegar a 100%, porque todas as pesquisas foram direcionadas para a busca segura.  E foi quando muitas agências e profissionais passaram a protestar na internet, desesperados sem saber como medir sua eficácia nos resultados no Google e achando que seu mundo tinha virado de cabeça para baixo.

A verdade é que o Google está protegendo a privacidade dos usuários por conta do PRISM, o programa de espionagem do governo americano que tem acesso aos servidores do Google e outras empresas de internet. Dessa forma, as empresas terão que encontrar alternativas para encontrar palavras-chave úteis para o trabalho de SEO. Uma das formas de fazê-lo é otimizar as palavras de uma campanha de links patrocinados utilizando as técnicas de SEO.

Google Hummingbird

Junto com a mudança dos resultados não fornecidos, veio um novo algoritmo de codinome Hummingbird (beija-flor).  É a maior atualização desde o Caffeine update, que veio com foco na indexação mais rápida de novas páginas. Mas o Hummingbird veio para deixar a busca mais parecida com a linguagem “humana”. A atualização vai afetar 90% das buscas realizadas. 

A ideia é lidar com pesquisas mais integradas e abstratas, mais preparadas para responder perguntas como “Como dar um nó de gravata”. São buscas mais voltadas para consultas com linguagem mais natural, fornecendo resultados mais contextualizados e de maior qualidade, no sentido de transmitir bons resultados para responder as consultas, mesmo que todas as palavras escritas no campo de busca não apareçam nas páginas.

 Por que o SEO não morreu, de novo

 Agora todos os resultados da busca passaram a ter os dados não fornecidos, sob alegação de proteção à privacidade do usuário. Mas se você estiver promovendo anúncios pagos, a informação de palavras-chave volta a ser fornecida. É uma forma de forçar meios de comercializar os serviços do Google, já que usuários e empresas se tornaram tão dependentes desse serviço.

Já mataram o SEO tantas vezes e a disciplina continua se reinventando, que não há motivo para alarmes, mais uma vez. O segredo é entender as mudanças do Google e se adequar, ou seja, entender que os algoritmos estão privilegiando cada vez mais a experiência do usuário e portanto, o conteúdo.

 O Hummingbird em especial deve rankear melhor sites que fizeram sua lição de casa com o conteúdo, punindo sites que desejam atrair o usuário para “armadilhas” sem conteúdo relevante. Com mais usuários com busca mobile e utilizando busca através de voz, o Humminbird faz muito sentido.

 Como não depender das palavras-chave orgânicas

 No Google Analytics, o Google fornece outras formas de análise de público-alvo, dando o passo a passo de como fazer para analisar esses dados, como informações demográficas, comportamento do público, navegadores utilizados, dispositivos móveis, áreas geográficas rentáveis e taxa de conversão para celular. Essa já uma forma de contornar a perda das keywords. 

Entenda outras:

 – Acompanhe o ranking de palavras-chave

Conheça palavras bem posicionadas para saber quais termos provavelmente geram  mais tráfego e conversões e cruze essas informações com as outras.

 – Verifique páginas mais acessadas

Através do Google Analytics, analise as páginas através das quais os visitantes chegaram ao seu site.

Assim, se analisadas as páginas otimizadas, é possível ter uma ideia dos termos que atraíram tráfego. Cruzando com o rankeamento das páginas do site, é possível saber o que atrai mais.

 – Use o Webmaster Tools

A ferramenta para Webmasters não sofreu alteração, por isso é possível ver os termos em que o site teve impressões (apareceu na tela como  resultado de pesquisa) e cliques. Mais uma vez, guarde seus históricos.

 – Abra uma conta no Adwords

Para quem investe em AdWords, ainda é possível fazer o acompanhamento das palavras-chave.  Além da publicidade, o AdWords agora oferece mais essa opção para entender o comportamento do usuário.

 – Use o Google Trends

Através dessa ferramenta dá para saber as tendências de pesquisa da internet e como estão indo os termos que interessam para o seu site.

 – Guarde seus históricos

Históricos de dados são sempre positivos e não se sabe quando as ferramentas vão deixar de existir, por isso guarde seus dados para análise e para comparação.

 – Crie conteúdo

Conteúdo de alta qualidade conquista o comprador e traz autoridade para a empresa.  Colabora no desenvolvimento de relações com clientes e influenciadores.

É importante entender essas mudanças como a busca do Google em oferecer mais qualidade para o usuário, ou seja, mesmo com as keywords, a página entrega para o usuário o que ele pretendia saber quando fez a busca?

Veja também este vídeo com mais dicas para fazer SEO mesmo com o (not provided).

A resposta para todas as suas dúvidas? Conteúdo.